Mostrando postagens com marcador Artigo no IHU 2011. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Artigo no IHU 2011. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Kodo Sawaki: impermanência e compaixão

Kodo Sawaki: impermanência e compaixão

Faustino Teixeira

PPCIR-UFJF

“Antes que eu penetrasse no Zen,

as montanhas nada mais eram senão montanhas

e os rios nada a não ser rios.

Quando aderi ao Zen,

as montanhas não eram mais montanhas

nem os rios eram rios.

Mas, quando compreendi o Zen,

as montanhas eram só montanhas

e os rios, só rios”

(Sentença Zen)

O grande mestre espiritual, Thomas Merton (1915-1968), dizia que o Zen é “uma das mais misteriosas de todas as espiritualidades”. Mais que uma filosofia ou religião, o Zen é uma “trama existencial”, uma disposição particular, de fundo, com respeito à vida e ao tempo. Trata-se de um modo peculiar de proceder, eminentemente prático, que envolve uma atenção singular ao real, à vida, em toda a sua tessitura concreta e existencial, e a todo instante. Está profundamente vinculado às atividades do dia a dia, descortinando uma “percepção plena do dinamismo e da espontaneidade da vida”.

São muitos os místicos e mestres Zen que animaram a nossa trajetória civilizacional, apontando rumos diferenciados que envolvem delicadeza, cuidado e generosidade. Um dos importantes nomes dessa tradição espiritual foi Kodo Sawaki (1880-1965), conhecido como um “mosteiro itinerante”. Viveu a experiência da impermanência (mujo) desde cedo, tendo perdido os pais em tenra idade. Veio adotado por Sawaki, um irmão de sua mãe, daí a derivação de seu nome, que veio depois acrescentado de Kodo, adquirido por ocasião de sua ordenação como monge. Um nome bem apropriado para o pequeno mestre. Kodo significa “sem casa”. De fato, essa condição de “impermanência” o acompanhou durante toda a sua vida. Afirmava não necessitar de casa, templo, títulos ou mulheres. Nem mesmo de iluminação (satori). A itinerância era a sua morada. Foi um mestre singular, que acolhia, indistintamente, a todos que o procuravam, e tinha o dom da palavra. Ele dizia: “Falo sempre com força e com todo o coração. Em cada palavra ou frase a minha mente e o meu corpo, a minha carne e o meu sangue revelam-se completamente”.

Sua grande inspiração veio de Eihei Dôgen (1200-1253), fundador do Soto Zen no Japão. Para Dôgen, a prática do Zazen (meditação sentada) era a porta da real compreensão do caminho espiritual (Dharma). Dizia a seus discípulos: “Muitos imaginam que é a multiplicação das imagens do Buda ou a elevação de templos que favorecem a expansão do Caminho. Trata-se de um grave erro. Uma choupana ou a sombra de uma árvore são suficientes para a prática do Zazen”. Visando orientar seus discípulos, escreveu entre os anos 1231 e 1253, uma das mais célebres obras de espiritualidade, o shôbôgenzô (o tesouro da visão do verdadeiro dharma). O horizonte almejado era o Dharma de Buda, que se revela em todas as coisas. Escrevia a respeito Dôgen: “Na grande via do Dharma de Buda, um só grãozinho de pó contém todos os sutras do universo”. Esse foi o mestre que pontuou toda a trajetória de Kodo Sawaki. E os mestres são fundamentais para o exercício de realização do Dharma, como o próprio Dôgen reconhecia: “Se não encontras um verdadeiro mestre, é melhor não estudar com efeito o budismo”. É o mestre que favorece a escuta do verdadeiro Dharma.

Na trilha aberta por Dôgen, Kodo Sawaki segue o seu caminho, marcado por um significativo lema: viver a vida cotidiana. Trata-se de um lema recorrente no budismo Zen. Outro dos grandes mestres desta tradição budista, Lin Chi, que morreu no ano de 867, dizia num de seus discursos que não há nada de extraordinário a ser cumprido no budismo, senão viver simplesmente a vida. Em mesma linha de sintonia, dirá o conhecido mestre Daisetz Teitaro Suzuki, um dos introdutores do Zen no Ocidente: “O Zen é viver, o Zen é a vida e viver é Zen”. Num dos ditos clássicos da tradição Zen, de autoria de Wou-men (Wou-men-kouan – Passe sans porte), afirma-se que “o coração cotidiano é o Caminho”. É o rastro que seguiu Sawaki em sua existência e prática, levar a vida com consciência e atenção. Mediante a prática contínua do Zazen, desvendar a maravilha do cotidiano, vivido com gratuidade (mushotoku) e respeito. Para ele, a razão da vida não estava em acumular conhecimentos, mas na atenção diuturna e cuidadosa diante do mistério apresentado a cada momento ao olhar humano. Dizia: “Os homens multiplicam conhecimentos, mas penso que o fim almejado está em poder sentir o som dos vales e olhar as cores da montanha”.

Na tradição budista, todo o acento recai na realidade fenomênica. A reverência feita a uma camélia em flor tem a mesma densidade espiritual que outros atos religiosos como a inclinação feita aos budas. Como mostrou acertadamente, Toshihiko Izutsu, em sua reflexão sobre a filosofia do zen budismo, “o mundo fenomênico não é só a ordem das coisas sensíveis que aparece ao ego empírico ordinário, mas na consciência zen ele vem dotado de uma espécie particular de poder dinâmico que poderia ser adequadamente indicado com o verbo VER”. Desvela-se um olhar que descortina uma dimensão excepcionalmente elevada, para além da atividade discriminante traduzida pelo intelecto relativo do ser humano encerrado na limitada esfera da experiência comum e ordinária. As montanhas manifestam-se como montanhas e os rios como rios.

A verdade está aí, no alcance da visão. Basta saber ver. Ela está em todo canto e em cada coisa. Essa era uma máxima seguida com rigor por Sawaki. A prática do Zazen facultava a educação desse olhar, capaz de captar a profunda unidade que liga o ser humano a todo o universo e a todo o criado. No Zazen deixa-se abandonar o corpo e a mente (shin jin datsu raku), facultando-se o “fluir com a infinita luminosidade” que a todos sustenta. É o caminho que faculta o acesso à subjetividade elemental, à pura subjetividade, para além das dicotomias entre sujeito e objeto. Este deixar cair corpo e mente, na prática do “só-Zazen”, não significa um abandono ou exclusão da existência histórica e social. Esse é um equívoco que deve ser extirpado. Na verdade, o Zazen verdadeiro situa o ser humano ainda mais fundo no seu cotidiano, colocando em ação um modo singular de ser no mundo, facultando a “encarnação auto-criativa e auto-expressiva da natureza-de-Buda”. A consciência de “impermanência” não leva de forma alguma a uma perspectiva de fatalismo ou pessimismo diante da vida, mas a uma “vitalidade sempre maior na busca do Caminho”.

O horizonte apontado por Kodo Sawaki é o mesmo indicado por Dôgen em seu shôbôgenzô: o abandono de si e a doação aos outros. Há que romper todos os apegos e viver a profunda dinâmica da gratuidade, sem finalidade ou escopo (mushotoku). E estar sempre a caminho, sem morada fixa, com o olhar aberto e atento ao mundo da alteridade. Num dos fascículos de seu clássico trabalho, Dôgen asseverava: “Compreender o Caminho de Buda é compreender a si mesmo (jiko); compreender a si mesmo é esquecer a si mesmo; esquecer a si mesmo é deixar-se abrigar por todas as coisas (banpô ni shô seraruru) (...)”. Em profunda sintonia com a perspectiva kenótica proposta por Dôgen, Kodo Sawaki reconheceu de forma profunda como o reconhecimento da impermanência de todas as coisas gera gratuidade e doação. Como sublinhou Gianpetro Fazion, em bela obra sobre o Zen de Kodo Sawaki (Roma, 2003), a “ampla visão da impermanência e do sofrimento universal (duhkha), profundamente penetrada pelo olhar de Buda, favoreceu-lhe (a Sawaki) a capacidade de partilhar uma compaixão amorosa por todas as formas de vida”. Num dos ditos de Sawaki, ele sublinha: “Se alguém abandona o próprio ego, sem pensar em si mesmo, se ele serve, e se devota aos outros, ainda que através de pequenas coisas, como cozinhar na manhã, isto é verdadeiramente grande”. A nobreza verdadeira está justamente nesses pequenos detalhes do cuidado, da delicadeza e do serviço aos outros.

Kodo Sawaki foi um grande mestre Zen, mesmo sem a cobertura de uma formação acadêmica tradicional. Tinha apenas o diploma da escola elementar. Sua linguagem era simples, forte e direta, nutrida pela permanente prática do Zazen. Muitos passaram por sua escola, entre os quais Taisen Deshimaru, que introduziu o Zen na França, no final dos anos 1960. De seus traços espirituais, brilha de forma especial a dinâmica da gratuidade absoluta. Seus ditos guardam uma sabedoria exemplar, como o que segue: “A vida é complicada. Há momentos, como na guerra, onde o fogo cai do céu, e outros onde podemos adormecer, aconchegados, junto à lareira. Há períodos nos quais necessitamos trabalhar mesmo de noite, e outros em que se pode beber o sakê. Buscar realizar essa vida, mediante o ensinamento de Buda, isto é o budismo”.

Ao final da vida, já aos 85 anos, voltou seu olhar para o monte Tagakamine. Esse monte tinha sido objeto de suas observações durante muito tempo, mas agora seu olhar voltava-se para ele com particular intensidade. Ele agora o Via, e parecia indicar a presença do empíreo. Três dias antes de sua morte, no mês de dezembro de 1965, pediu que abrissem a janela de sua cela e disse: “Olha a montanha. A natureza é grande, enquanto os homens ocupam-se de pequenas coisas: em toda a minha vida não encontrei um modo de admirá-la completamente. Mas aquela Tagakamine me observa, do alto de sua grandeza, e parece dizer: ´Kodo, Kodo!`”.

(Publicado no IHU Notícias, de 08/09/2011)

terça-feira, 12 de julho de 2011

Felix Pastor, orientador e amigo (1933-2011)

Felix Pastor, orientador e amigo (1933-2011)

Faustino Teixeira

Nós, teólogos brasileiros, perdemos no dia 11 de julho um grande mestre e amigo. Deixou-nos o padre Felix Pastor, que tinha recém chegado de Roma para a sua temporada no Rio de Janeiro, onde também lecionava. Não há como lembrar de sua presença senão com alegria e saudade e hoje, em especial, muita saudade. Foram inúmeros teólogos brasileiros e latino-americanos que passamos por sua competente e atenta orientação. Impressionante a sua capacidade de doação e a argúcia de seu método. Foi alguém que abriu as portas da Pontifícia Universidade Gregoriana para muitos dos teólogos pesquisadores que se encontram hoje atuando em Universidades e Institutos Teológicos no Brasil e tantas outras localidades. Como bem acentuou o cardeal Aloísio Lorscheider, no prefácio de obra em sua homenagem, Pastor “é um benemérito da Igreja universal e, de modo especial, da Igreja que está no Brasil. A Igreja do Brasil deve muito a este sacerdote zeloso e dedicado. Várias gerações passaram por suas mãos” (O mistério e a história. São Paulo: Loyola, 2003). Tive em particular essa alegria de poder conviver de perto com esse grande mestre. Um contato que começou quando era estudante do mestrado em teologia na PUC-RJ, numa época de grande florescimento da teologia, marcada pela presença de muitos jovens estudantes leigos. Tinha nascido no período a idéia de trazer Felix Pastor para ajudar no ensino e na orientação dos estudantes de teologia. Sua vinda foi celebrada por todos, e assim nasceu uma parceria maravilhosa. A cada ano, Pastor dedicava um semestre ao ensino na Gregoriana e o outro na PUC-RJ. Essa presença no Brasil foi geradora de muitas vocações teológicas. Muitos de nós, seus alunos na PUC, fomos recebidos por ele com afeto e alegria na Gregoriana, para os estudos doutorais. E isso também foi favorecido pela grande sensibilidade de Pastor aos temas candentes da teologia latino-americana, como a teologia da libertação, as comunidades eclesiais de base e as pastorais sociais. Estávamos diante de um teólogo apaixonado pelo tema do Reino e da História. Num de seus livros, dedicados a esta questão, dizia com segurança: “Descobrindo a unidade teológica da história dos homens, criados a participar da salvação escatológica, a Teologia da Libertação descobre a unidade profunda do temporal e do espiritual, do escatológico e do histórico, do individual e do comunitário, do religioso e do político”. A teologia para ele estava diante de uma tarefa nova e fundamental: armar sua tenda na história dos humanos, sem perder jamais, a sedução do Mistério. A salvação deixa de ser uma questão extra-terrena e passa a ocupar o cenário das lutas do dia-a-dia: “A salvação cristã inclui a realidade do homem novo e da nova terra, em que habita a justiça. Postular a sua realização e lutar pelo seu advento não é uma usurpação prometeica, mas uma exigência da ética cristã”. Esse foi o aprendizado que dele recebemos, e que foi decisivo para as nossas trajetórias.

Pastor foi também um grande teólogo, possuidor de invejável cultura teológica, mas que não ficava restrita a esse campo do saber. Impressionava sua abertura ao universo da literatura, do cinema e da arte em geral. Sua paixão teológica voltava-se, de modo particular, para dois grandes clássicos da teologia: Agostinho e Paul Tillich. A eles dedicou inúmeros cursos, conferências e muitos artigos, publicados em periódicos reconhecidos internacionalmente. Admirava igualmente Karl Rahner, e com grande maestria nos ajudava a desvendar as difíceis e sedutoras entranhas desse grande teólogo alemão. Não me esqueço de suas brilhantes e instigantes intervenções no seminário em torno do Curso fundamental da fé, de Karl Rahner, dado na Gregoriana. Foram aulas que abriram horizontes inesperados para reflexões futuras.

Nascido na Galícia, em 25 de fevereiro de 1933, entrou para a Companhia de Jesus em novembro de 1950. Os estudos de filosofia foram realizados na Universidade de Comillas, a partir de 1954, depois de formação em Letras Clássicas, Humanidades e Retórica no Colégio de Salamanca. Veio em seguida, em 1957, a destinação missionária para o Brasil, instalando-se na Província Jesuítica Goiano-Mineira, na época do padre João Bosco Penido Burnier. No noviciado de Itaici, em São Paulo, aperfeiçoou seus estudos de língua portuguesa, sendo em seguida encaminhado ao magistério no Colégio Loyola de Belo Horizonte. Os estudos de teologia iniciaram-se em 1960, no Colégio Máximo Cristo Rei, em São Leopoldo (RS), tendo prosseguimento na Alemanha, na Faculdade de Teologia da Hochschule Sankt-Georgen (Frankfurt/Main), onde concluiu seu bacharelado, em 1962. Sua ordenação presbiteral aconteceu em 27 de agosto de 1963, na catedral de Frankfurt. Motivado pelo então provincial, Marcelo de Azevedo, foi cursar o doutorado em teologia na Pontifícia Universidade Gregoriana (Roma), na época do evento conciliar. A conclusão do doutorado ocorreu em junho de 1967, com tese orientada por Donatien Mollat (SJ), versando sobre tema eclesiológico em E. Schweizer. Sua tese foi publicada em 1968 na prestigiosa coleção Analecta Gregoriana (vol. 168 – La eclesiología Juanea según E.Schweizer). A partir de outubro de 1967 ficou responsável pela direção espiritual do Colégio Pio Brasileiro, em Roma. E também a partir desse ano iniciou suas atividades acadêmicas na Gregoriana.

Dentre suas inúmeras publicações, destacam-se os livros: Existência e Evangelho (1973), O reino e a história (1982), Semântica do Mistério (1982) e a Lógica do inefável (1986 e 1989). No campo do ensino, dedicou-se em particular aos temas relacionados à Eclesiologia, ao Tratado de Deus e outras questões teológicas e ecumênicas. Merece destaque sua atenção à problemática teológica latino-americana, como bem destacado por Maria Clara L. Bingemer e Paulo Fernando Carneiro de Andrade: “Sua ligação com a América Latina e com a teologia produzida deste lado do mundo, juntamente com sua sensibilidade social e seu profundo sentido de justiça, fizeram igualmente do Pe. Pastor um exímio especialista e agudo crítico da teologia latino-americana, tendo ministrado cursos, publicado vários trabalhos e orientado diversas teses sobre o tema da relação entre Teologia e Práxis, e sobre as tendências mais atuais da teologia do continente”. Pude também encontrar nele um importante apoio em momento delicado de meu retorno ao Brasil, quando titubeava o processo de autorização canônica para o meu retorno à PUC-RJ. Ele veio prontamente em minha defesa, junto com Juan Alfaro, desanuviando os sombrios horizontes. Essa é uma marca importante na personalidade de Felix Pastor: o profundo respeito pela reflexão de seus orientandos. Mesmo que não partilhasse inteiramente das posições teológicas de seus alunos, incentivava a reflexão mantendo sempre acesa a imprescindível chama do direito à liberdade de expressão. É um dos exemplos mais bonitos que pude verificar nessa trajetória de caminhada comum e que busco manter vivo na experiência com meus alunos.

O toque decisivo de sua atuação estava no dom da orientação acadêmica. É difícil encontrar um orientador com tamanha capacidade de desbravar caminhos e horizontes. As dificuldades trazidas por seus orientandos ganhavam com ele sempre uma solução precisa. Os alunos entravam em seu gabinete preocupados com o destino de seu trabalho e saíam sorridentes com as soluções encaminhadas. Era sobretudo um grande pedagogo, com impressionante experiência nesse campo de apoio, presença e orientação dos alunos. E essa prática vinha amparada por muitos anos de experiência com a análise psicanalítica. Seus cursos de metodologia ficam guardados na memória. Trouxe essa experiência em aulas memoráveis, sobretudo na PUC-RJ, mas também em outros centros de estudo como a Faculdades dos Jesuítas (FAJE) e a Universidade Federal de Juiz de Fora, onde também esteve presente algumas vezes para falar de sua experiência de orientação acadêmica.

É difícil precisar o número exato de seus orientandos no mestrado e no doutorado. Foram, certamente, mais de 350 estudantes que passaram por essa rica experiência. No âmbito do doutorado, foram mais de 90 teses por ele orientadas, das quais cerca de 55 de alunos brasileiros. Entre alguns dos doutores que passaram por sua orientação: Álvaro Barreiro e Alfonso Garcia Rúbio (1972-1973), Mário de França Miranda (1973-1974), Carlos Palacio (1975-1976), Juan A.R. de Gopegui (1976-1977), Ênio José da Costa Brito (1978-1979), Valdeli Carvalho da Costa (1980-1981), Faustino Teixeira e Antônio Jose de Almeida (1985-1986), Alexander Otten e Vitor G. Feller (1986-1987), Elias Leone, Maria Clara L. Bingemer e Paulo Fernando Carneiro de Andrade (1988-1989), Afonso Murad (1991-1992), Paulo Sérgio Lopes Gonçalves (1996-1997), Laudelino José Neto (1997-1998), Antônio Reges Brasil (2000-2001), Marcial Maçaneiro e Paulo César Barros (2000-2001) e muitos outros.

O bonito é perceber que ele deixou entre nós um exemplo vivo de paixão e testemunho, de maravilhosa abertura ao Mistério sempre maior. Dele guardamos o carinho e o largo sorriso, de um orientador, mas sobretudo um amigo sempre presente. Eu estava particularmente feliz ao poder reencontrar-me com ele num simpósio internacional de teologia, previsto para acontecer em setembro de 2011 na PUC-RJ. Não contava os dias para esse encontro. Infelizmente, esse diálogo ficou adiado para mais adiante. Fico com a bela imagem de sua presença amiga, regada pela alegria de encontros maravilhosos, tanto no Brasil como na Itália. Seguindo uma pista de Walter Rauschenbusch, Pastor deixa-nos como herança “a graça de ter um coração valente, para que possamos caminhar por esta estrada com a cabeça levantada e com um sorriso no rosto”.